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01/09/2026Neste ano de eleição, membros da Abradep publicam livros que tratam das regras e limites da política. Políticos e eleitores precisam ficar informados sobre assuntos atuais que fazem a diferença em uma eleição democrática.
Lançado recentemente, o livro “Machosfera: quando a misoginia vira política”, da socióloga e cientista política Bruna Camilo, investiga a ascensão das comunidades masculinistas e das conexões com a radicalização digital e a extrema direita. Resultado da pesquisa de doutorado, a obra mostra como as redes sociais podem funcionar como espaços de produção e circulação de discursos de ódio, ressentimento e rejeição aos feminismos. Ao analisar essas redes e narrativas, Bruna Camilo revela como a misoginia pode ser transformada em ferramenta de mobilização política e de enfraquecimento dos valores democráticos.
Também lançado por um integrante da Abradep, o Mestre em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Michel Bertoni Soares, o livro “Prestação de Contas Eleitoral” apresenta um guia essencial sobre financiamento, arrecadação e gastos de campanhas eleitorais. A obra interpreta resoluções do Tribunal Superior Eleitoral e a jurisprudência mais recente, oferecendo soluções para situações reais. A obra pode ser encontrada na Editora Fórum.
Ainda publicado neste ano, o livro “Manual de Compliance Eleitoral e Partidários – edição 2026”, publicado pela Editora Revista dos Tribunais foi escritor por Thalita Abdala Aris, José Maurício Linhares Barreto Neto, Fabiano Machado e Daniel Falcão, para ser um guia prático sobre integridade, conformidade jurídica e gestão de riscos em partidos e campanhas e orientar a criação de regras internas, controles financeiros e registros para prevenir fraudes, irregularidades e ilícitos eleitorais.
Por fim, o livro “Crime Organizado e Democracia”, que já está na pré-venda pela editora Íthala, também aborda um dos assunto mais importantes, o desafio à legitimidade democrática diante da criminalidade. O autor do livro, o Doutor em Direito Constitucional e Teoria Política pela Universidade de Fortaleza, Raimundo Augusto Fernandes Neto, demonstra, com rigor estatístico, o “descompasso estrutural” entre o tempo da justiça criminal e o ciclo eleitoral: enquanto um processo por organização criminosa leva, em média, 880 dias para transitar, um mandato eletivo pode ser integralmente exercido sob a sombra do patrocínio ilícito.
As novas publicações já estão disponíveis para os leitores e ampliam o debate sobre alguns dos principais desafios jurídicos e institucionais do processo eleitoral brasileiro.




