Pandemia deixa mais incertezas do que regimes autoritários, avalia especialista

O adjetivo que acompanha qualquer frase com “futuro” em meio à pandemia do novo coronavírus é “incerto”. Não só no que diz respeito à saúde pública ou à economia, mas, principalmente em 2020, no que trata de política. Candidatos às prefeituras e Câmaras Municipais de todo o país precisaram deixar em stand-by a corrida eleitoral devido à propagação do novo vírus, que ninguém sabe ao certo quando vai passar.

Tanto que isso tem gerado discussão sobre a manutenção do calendário eleitoral, com o primeiro turno do pleito no dia 4 de outubro. Líderes do PT e do DEM na Bahia, por exemplo, já avaliaram que é cedo para determinar qualquer coisa. O presidente eleito do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, também deixou em aberto sua avaliação sobre uma data. Independentemente de quando, Barroso defende que as eleições aconteçam quando houver segurança.

A situação é inédita no Brasil. De acordo com Jaime Barreiros Neto, professor de Direito Eleitoral da Universidade Federal da Bahia, em entrevista ao site Bahia.ba, nem mesmo regimes autoritários causaram tanta incerteza. Talvez essa seja mais uma similaridade com o período de Gripe Espanhola, em 1918, que também deixou algumas interrogações quanto ao andamento da rotina do país. Mas, Barreiros Neto chama a atenção, o sistema eleitoral naquele período nem se compara com o de hoje.

Clique AQUI e confira a publicação na íntegra

Compartilhe nosso conteúdo
EnglishPortugueseSpanish